quarta-feira, 2 de julho de 2008

Haiku XXXIV

Formigueiro na planta dos pés -
fui ver,
não havia formigas

2 comentários:

ma grande folle de soeur disse...

gostei desta pirueta irónica... obrigada pela dica. vou ver se o mando vir... abraço

Daterra disse...

Respondendo à tua análise:

Caro Dinis,

Quanto à primeira questão,escrevi este haiku depois de ler "A primeira neve", de Issa, nos seguintes versos:

que beleza -
o buraco feito na neve
ao mijar

.

primeira neve -
disse ele e então
pôs-se a mijar

.

o odor da urina
vai e vem -
crisântemos

.

a primeira cigarra -
digo eu
antes de mijar ´

.

assim, quis brincar com a minha aprendizagem e a "eternidade do momento" no haiku... o Aqui de Issa.

Sobre a tua obeservação fico grato, também eu penso nela.

Acho, na minha modesta opinião, que o haiku deve acompanhar a integralidade da vida, sem exclusões temáticas. Indo assim da banalidade das coisas ao sagrado das coisas.

Bom, mas ainda é curta a minha viagem...

Obrigado pela tua análise e vai escrevndo...


Abraço