terça-feira, 6 de maio de 2008

Haiku XV

Verão cinzento_
Trovão rasga
o peito da criança

2 comentários:

Madalena S. disse...

Olá Dinis.
Gosto muito desta ideia dos Haikus. Ainda por cima, tens aqui alguns que são de facto fabulosos.
Só por uma questão de curiosidade: dão-te muito trabalho ou a coisa sai-te assim, de jacto? A tendência é para pensar que uma coisa de 3 linhas é muito fácil de fazer mas eu tenho a ideia contrária precisamente: quanto menos linhas, mais difícil se torna.
De qualquer modo, parabéns.
Gostei muito.
Vou andar por cá mais vezes.
Um abraço

Dinis Lapa disse...

Caríssima Madalena, o haiku pode sair num rasgo, mas só consegui começar a escrevê-los depois de os estudar. Ou seja, é uma arte milenar japonesa que tem algumas regras. É tudo imagístico, desprovido de metáforas e adjectivos. Mas claro que as regras por vezes se podem quebrar.

Mas eu prefiro o Beat-Haiku. O Kerouac era partidário da filosofia Zen e isso influenciou-o a conhecer melhor a técnica dos haikus, adaptando-os à realidade norte-americana e à língua inglesa. Isto porque no japonês é usado o modelo silábico 5-7-5. Ora, eu tento adaptar à realidade e língua portuguesa.

Para conheceres melhor vai ao site da World Haiku Association. Até está lá um poeta português, presidente do PEN Clube: Casimiro de Brito.