quarta-feira, 21 de maio de 2008

Haiku XIX

À janela do comboio
uma borboleta enxerga
a jovem lendo Sade.

4 comentários:

Madalena S. disse...

É dos meus preferidos.
Tão simples... e tão complexo.
Estou a começar a apaixonar-me por esta técnica.

ma grande folle de soeur disse...

Olá Dinis. Já interiorizei os teus haikus que revelam muita versatilidade ( ora "imagens acutilantes": víbora/pescoço do bébé; formigueiro/pardal; trovão/peito da criança... ora "urbanas": graffiti/metro... ora mais "contemplativas": girassol/busca da luz...). Vi q tb já leste o david... tão bom começarmos a descobrir-nos... tens de me fazer um briefing sobre o beat haiku pk apesar de ter intuido, n sei se captei a essência de la chose... Vem passear até ao meu jardim sempre q te aprouver... o teu já está no meu roteiro... baci. Lucília

David Rodrigues disse...

Dinis:

Bem vindo!
Tentei entrar no teu blog e não consegui (não pagaste a renda?).Talbém sou um principiante em haiku e nem sei o que é beat-haiku. Terei que aprender contigo. Não sou tradicional mas gosto de os meus textos tenham a ver com a Natureza. O 5-7-5 é um desafio (desde que não estrague).
Diz-me o que se passa com o teu blog e recebe um abraço do

David Rodrigues

ma grande folle de soeur disse...

Obrigada Dinis pelos esclarecimentos sobre o Beat Haiku... fiquei com vontade de ler os haikus do Kerouac...e fundamentalmente, concordo com o parti-pris dele em relação a não forçosamente obedecer à regra dos
5-7-5 dos mais puristas por n corresponder à prosódia das nossas línguas ocidentais ...
pessoalmente tb n lhe obedeço muito...
Concordo com a ideia de contenção e linguagem imagética. São, a meu ver, a essência do poema curto...
anseio ver mais beat haikus no meloudrama... à plus donc...
baci...lucília